Guarda, o que houve de noite? Guarda, o que houve de noite? O guarda disse: Vem a manhã, e também a noite; se quereis perguntar, perguntai; voltai-vos, e vinde.
Ele promete a manhã. Também avisa que a noite vem, e pede que voltem a perguntar.
A reflexão de hoje
Alguém grita dos montes de Seir, no escuro, e faz a mesma pergunta duas vezes. Guarda, o que houve de noite?
É a pergunta de quem está acordado há tempo demais esperando alguma coisa passar. O que aconteceu, o que ainda falta.
A resposta do guarda é curta e se recusa a ser simples. Vem a manhã, e também a noite.
A primeira metade é verdadeira. Ele não está negando esperança, e a manhã aqui não é figura de linguagem. Mas ele não a anuncia sozinha. A mesma frase que fala do amanhecer avisa que a escuridão ainda não terminou, e para quem pergunta, neste capítulo, esse é o relato honesto. Isaías 21 é uma sequência de oráculos contra as nações. Seja o que for Dumá, não estava recebendo a promessa de uma fase tranquila.
Depois vem a parte que quase ninguém cita. Se quereis perguntar, perguntai; voltai-vos, e vinde.
Ele não manda embora quem pergunta, e não finge que a questão foi resolvida. Diz para continuar perguntando e voltar. O guarda fica no posto a noite inteira, e já conta que a pessoa lá embaixo vai precisar voltar mais de uma vez.
Isso ajuda mais do que uma garantia. A manhã é real. A noite também. Você pode continuar indo até o muro perguntar quanto falta, e ninguém lá em cima vai pensar menos de você por perguntar duas vezes.
Por que esta passagem
Contexto verificado: Isaías 21 é uma sequência de oráculos curtos contra as nações, Babilônia em 21:1-10, Dumá em 21:11-12 e a Arábia em 21:13-17. Quem grita está em Seir, a região montanhosa ligada a Edom (Gênesis 36:8), então não é Israel quem pergunta. A imagem do vigia continua de 21:6-8. Não se sabe ao certo onde ficava Dumá. Costuma ser citado como promessa de que a manhã vem, cortando "e também a noite" e o convite para continuar perguntando.
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